quinta-feira, 1 de outubro de 2015

My Wonderland: Capítulo 32: Nem sonhem!


Quando chegamos, em vez de autocarros, havia montes de mesas de piquenique espalhadas. Sentamo-nos numa mesa, e oferecem-nos sandes e sumos.
- Não acredito que fui atingida! - diz Viollet, toda desanimada.
- Tirem os coletes e sentem-se em cima deles!  - disse, antes de me concentrar na Viollet.


Elas olham-me como se eu fosse anormal, mas mesmo assim fizeram o que eu pedi.
- Viollet, tem calma, ele atirou depois do apito. Talvez ainda entres no jogo. - começo. - E só vos pedi para se sentarem nos coletes, porque, a equipa da Nicole acabou de chegar a uma mesa, e assim não sabem se estamos em jogo ou não.
- Se nos virem sentadas em coletes... - diz Amy.
- Eu digo que tenho fobia a germes, e que fiz com que vocês acreditassem, afinal, quantas pessoas já se sentaram aqui? ! - diz Jéssica.



Eu não acreditava que isto estava a correr tão bem. Deixamos os nossos problemas de lado, e estamos a conversar, como pessoas normais!  A senhora que tinha dito as regras no megafone veio ter connosco:
- Parabéns! Vocês são das poucas equipas completas que restam! A maioria das raparigas que estão em jogo perdeu apenas um elemento, o que demonstra resistência. Vimos o que aconteceu quando o apito soou. A menina que foi atingida continua em jogo, mas tem de mudar o colete. O rapaz que a atingiu não vai ser desqualificado, ele apenas não previu que o toque aparecesse naquele exato momento. Mas sejam sinceras, foi muito esperto da parte deles fazerem as setas, não acham?  No entanto, foi um desperdício de balas...enfim, um bom almoço.Viollet passou o almoço toda sorridente. Quem diria que ela ficasse tão feliz com uma atividade à qual não queria ir. - Ouçam bem. - começo a falar - assim que o jogo recomeçar, vamos para o nosso esconderijo. Temos de pensar no que vamos fazer.
- O resto do dia vai ser longo, vamos comer outra sandes?  - pergunta Amy.
- Coman o máximo que puderem, não queremos passar a tarde com fome. - termino.


Viollet foi trocar o colete e recarregar a arma, nós comemos mais sandes, e estivemos a conversar acerca de reforçar o esconderijo, talvez acrescentar mais folhas.
- Nós não vamos viver lá, para quê tanta coisa?! - diz Jéssica horrorizada, e nós rimo-nos.
As pessoas começaram a ir para a floresta, e nós fazemos o mesmo, ainda com as armas carregadas. Vamos para o território feminino, ouvimos o apito e começamos a correr.
- Acho que é para aqui. - diz Amy, apontando para um lado
- Eu lembro-me de vos apanhar, e irmos para ali. - afirma Viollet, a apontar para o lado oposto.
- Não, é por ali! - resmunga Jéssica.
Concluindo, demoramos algum tempo a encontrar o nosso esconderijo de novo, mas encontramos, sem eu ter de tropeçar!

Mas alguma coisa tinha mudado. Mantivemo-nos numa distância segura da "gruta", e Viollet foi a primeira a avançar, devagar, como se estivesse a admirar uma presa. O olhar feroz dela ergue-se novamente na cara dela, e aproximamo-nos devagar. Não! NÃO! A equipa da Nicole estavam no nosso esconderijo, a rirem-se que nem hienas. Meg estava calada num canto.
- Nem sonhem queridinhas!  Este jogo eu sei jogar, e o prêmio vai ser nosso! - sussurra Jéssica, e todas nós abrimos um sorriso: ela tinha dito "nosso".



2 comentários:

  1. Respostas
    1. Ai que amorzinho! :)) Não sabia que a minha história continuava a ter leitores, pelo menos no blogue! Com certeza! :) E peço desculpa ter demorado tanto tempo a responder!

      Eliminar